Mulheres Reais

Archive for março 8th, 2011

Desde que ganhou o Oscar de coadjuvante por “Cold Montain”, em 2004, Renée Zelwegger alternou filmes de pouca expressão e alguns realmente inexpressivos. Com a intenção de dar novo impulso à carreira, a atriz aceitou fazer o terceiro filme na pele da personagem Bridget Jones. Depois de “O Diário de Bridget Jones” (2001) e “Bridget Jones: No Limite da Razão” (2004), a personagem ressurgirá aos 40 anos e louca para se tornar mãe.

Assim como aconteceu nos filmes anteriores, Renée terá de engordar bastante. Em 2003, ela ganhou 13 kg em poucos meses para rodar o segundo longa. Os riscos da dieta calórica foram compensados com um cachê de 18 milhões de dólares — 30 milhões de reais em valores atualizados. Desta vez, o salário não será tão alto por duas razões: a carreira da atriz está em baixa e Hollywood promoveu uma desvalorização geral dos cachês de seus artistas.

Ainda que a atrapalhada jornalista Bridget Jones transmita uma imagem estereotipada das gordinhas, é sempre válido que um filme retrate as agruras sofridas pelas mulheres com quilos a mais. Melhor ter uma gordinha cheia de clichês como protagonista, do que vê-la escondida no fundo da cena. O filme deverá estrear no segundo semestre de 2012.

Jennifer Hudson ficou famosa gordinha. Primeiramente como participante do reality show musical “American Idol”. Depois no filme “DreamGirls”, pelo qual ganhou o Oscar de melhor coadjuvante. Mas a atriz desejou mais: queria ser vista como um ícone de beleza e estilo. Para isso, associou-se ao grupo Vigilantes do Peso. Além de participar do programa de emagrecimento, ela virou embaixadora da entidade. Conseguiu eliminar 36 quilos em poucos meses. O problema é que Jennifer não parece disposta a parar por aí: a cada nova aparição pública está mais magra e com aparência menos saudável.

Há quem acredite que a estrela, de 29 anos, seja mais uma vítima da obsessão imposta pela ditadura da magreza. “Gostava mais quando ela estava no meio, nem gorda demais nem tão magra”, declarou uma jornalista da revista “Allure”. Na foto 1, Jennifer Hudson aparece na capa da edição de abril da “Essence”, publicação dirigida às mulheres negras dos Estados Unidos. A silhueta delgada impressiona.

Ok, toda foto de capa é retocada. O editor de arte pode ter exagerado ao afinar ainda mais o corpo dela. Porém, ao observar a imagem 4, do tapete vermelho do Oscar, no último dia 27 de fevereiro, percebemos que o corpo de Jennifer está mesmo radicalmente transformado. Muito diferente de quando ela participou do “American Idol” (foto 2), em 2004; e da época em que faturou o Oscar (foto 3), em 2007. Numa entrevista à emissora CBS, a nutricionista Marisa Sherry argumentou: “A aparência de Jennifer me faz perguntar o quão longe ela vai”.

Amigos de Jennifer Hudson rebatem as críticas. Dizem que muitas pessoas estão incomodadas por ela não ter se conformado em ser “eternamente gorda”. Faz sentido. Quando uma mulher consegue emagrecer bastante e fica com um corpo escultural, provoca muita inveja e rivalidade. Ainda mais no universo artístico, onde há uma competição insana para ter o corpo mais belo, a pele mais bonita, o cabelo mais sedoso… Se bem que, na “vida real”, as mulheres anônimas enfrentam situação semelhante. Quem nunca se comparou (ou foi comparada) com amigas, parentes e colegas de trabalho, pra ver quem estava melhor fisicamente?

Emagrecer com acompanhamento médico é recomendável a qualquer pessoa. A questão fica complexa quando a intenção é perder cada vez mais peso, sem um limite saudável. Esse comportamento pode resultar em transtornos alimentares, como anorexia e bulimia, e distúrbios psíquicos, como a disformia, que faz a pessoa perder a referência da própria imagem e exagerar em regimes e plásticas por nunca se achar bonita o suficiente. Problemas assim podem levar à morte.

Ok, você tem o direito de se sentir linda com o corpo atual. Não importa se tenha apenas alguns quilos a mais (sobrepeso) ou possua IMC (índice de massa corporal) dentro da classificação de obesidade I, II ou III. É fundamental ter amor próprio e autoestima, aceitando-se por inteiro, para viver mais feliz. Mas essa atitude positiva não autoriza ninguém a ignorar os riscos. Gordura em excesso é um perigo real à saúde. Muitas mulheres se apóiam nos movimentos de valorização das gordinhas e de promoção da moda plus size para justificar o peso excedente. Trata-se de um erro grave.

Tão importante quanto combater a ditadura da magreza é conscientizar as gordinhas de quem precisam fazer as pazes com a balança. Isso não significa fazer loucuras irresponsáveis para tentar (inutilmente) ter aparência magra. A intenção é chegar a um peso ideal. O que significa “peso ideal”? Essa resposta cabe a um médico endocrinologista ou fisiologista. Ele irá avaliar desde características genéticas até hábitos alimentares e a rotina de movimentação física. Peso ideal não tem a ver com aparência — e sim com o funcionamento correto do corpo para proporcionar uma vida saudável.

A discriminação contra as gordinhas jamais vai acabar. Assim como nunca terá fim o preconceito contra outras tantas minorias. O “Projeto Mulheres Reais” tem o objetivo de abrir espaço nos mais diversos campos para permitir que esse perfil de mulher tenha maior visibilidade. Ninguém deve se esconder por ser considerado “diferente”. A sociedade precisa incluir todos os tipos de pessoas. Porém, a gordinha não pode confundir o “orgulho de ser quem é” com a apologia à obesidade. Não deve achar que agora tem o “direito” de ser gorda. Pois isso acarreta um descuido com a saúde e uma ameaça real à vida.

Quem está com sobrepeso ou atingiu a obesidade precisa emagrecer SIM. É essencial chegar ao peso adequado para usufruir da maior qualidade de vida possível. O grande incentivo para perder os quilos a mais não é a vaidade — são os anos de vida que a pessoa ganhará ao proporcionar melhores condições de funcionamento ao seu corpo. Quem se ama, se cuida. E vive mais e melhor.


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