O preconceito contra as modelos plus size que não são gordas
Publicado por: mulheres2010 em: 8 de maio de 2010

Por incrível que pareça, dentro do ainda pequeno mercado plus size há um preconceito velado. As modelos de manequins 44 e 46 são alvo constante de críticas das que vestem tamanhos maiores. Na concepção de muitas cabeças, essas plus size quase magras (sobrepeso leve) roubam o espaço que deveria ser ocupado por modelos realmente gordinhas. As plus size “light” ficam no limbo: nem magras tampouco gordas.
O termo plus size pode ser aplicado a partir do manequim 40 (sim, 40!!!). As modelos de silhueta convencional não podem ir além do 36/38. Há grifes que contratam apenas garotas de manequim 34 (medida que já flerta com a anorexia). Hoje, uma das modelos plus size mais famosas e bem pagas do mundo é a americana Crystal Renn, manequim 42. Na foto de capa acima, ela aparece ao lado da brasileira Alessandra Ambrósio e da americana Brooklyn Decker, ambas 38. Aparentemente nem há tanta diferença de peso entre as três. Mas os olhos de quem trabalha no mundo da moda (estilistas, produtores, fotógrafos, bookers…) são cruéis com qualquer sinal de quilo extra. O fato de Crystal ser incluída numa edição de moda praia é uma vitória para o movimento plus size. Ver uma modelo 46, 48 ou até 50 na capa de uma publicação tradicional ainda é uma conquista a ser duramente batalhada.
São justamente as modelos plus size de tamanhos menores que vão ajudar a abrir espaço para as de manequins maiores. A aceitação do corpo grande será gradual, e não de uma vez. As modelos com sobrepeso leve, já excluídas do mercado magro, não podem ser discriminadas também pelo segmento plus size. Que culpa elas têm de não serem explicitamente gordas? Esse preconceito é, assim como todos os outros, injustificável.
Gostar disso:
Seja o primeiro a gostar disso post.
9 de maio de 2010 às 19:20
Olá, bela abordagem. O ser humano tem essa tendência ao preconceito né, impressionante. Acho q precisamos de progresso, se cada um cuidadesse mais da sua vida, talvez vivêssemos tanto quanto a tartaruga! Há lugar pra todos e nada é roubado de ninguém, se tem alguém ocupando uma vaga glamourosa nessa área é pq é bom mesmo. beijos